29/02/2016

A enxadrista


À enxadrista Ayred Antara



Entardecer, casas escuras
Ao longe, vestígios de luz
No perfil da bela enxadrista
ciência e arte, estratégia e tática
Jogos de habilidade
No esporte, treinamento
Rei e rainha
no tabuleiro da paciência
Raciocínio lógico
No coração, a música marca o ritmo
Ela fita o oponente
com olhos negros, enigmáticos
Motivação, objetivos
na articuladora dedicada
criativa e confiante
O adversário é sagaz
calculista, seguro como o rei
O tempo... um opressor
Torres, peões, cavalos e bispos
brancos e pretos
tabuleiro de casas claras e escuras
distração do coração de Caíssa
a musa grega do xadrez

Sonia Salim 




6 comentários :

  1. Que lindo! Mágico! Obrigada por me tornar musa dessa maravilhosa obra de arte!

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    1. Muito grata, musa inspiradora e enxadrista, Ayred Antara. A sua postura, o seu olhar e a concentração diante do tabuleiro de xadrez são enigmáticos, indecifráveis. É preciso mesmo eternizar tudo isso num poema que dê asas à imaginação. ;) Beijos!

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  2. Bonito poema, me lembra o de Jorge Luis Borges.

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    1. José Carlos, que maravilha o seu comentário! Eu estou muito agradecida. Fui conhecer o poema de Jorge Luis Borges e fiquei encantada, vou dar um jeito de fazer um link para uma página que tenha ele postado.

      Venha sempre nos visitar.

      Abraços! Sonia Salim

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  3. Que lindo! Adorei...
    Parabéns, Sonia e Ayred! ☺

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    1. Obrigada, Marli, a sua visita nos honra muito. Sempre bem-vinda! Beijos! Sonia Salim

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Grata

Sonia Salim