21/12/2010

Aborto


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Por @soniasalim

Em uma sociedade complexa onde os valores diversificam, as famílias passam por grandes transformações, há necessidade de refletir sobre temas emergentes, entre eles está o aborto. Fala-se muito, julgam demais as pessoas que estão na linha de frente pela legalização do aborto e fica só nisso, não há nada eficaz para fazer declinar a estatística de jovens que cometem esse crime e as mortes continuam em decorrência disso, tanto das mães quanto dos fetos. Como não é um ato lícito, os inúmeros abortos também não estão nos jornais para escandalizar as pessoas. Você sabe, quais são os números de abortos ocorridos por mês em cada Estado brasileiro? Quantas mulheres morrem em decorrência disso em clínicas clandestinas? Qual a participação dos homens/jovens em todo o processo? Como a família encara a prática do aborto? Essas e outras questões mais aprofundadas deverão permear os debates, as salas de aula, os seriados de TV, enfim, a mídia de modo geral e todos os lugares em que couber a discussão para que o conhecimento sobre o aborto saia do esconderijo. Toda vez em que o tema é abordado sem máscaras as pessoas são colocadas nos bancos dos réus imediatamente, isso mostra uma sociedade imatura e preconceituosa. O que estou tentando comunicar não é uma adesão à ideia do aborto e sim uma abertura total de discussões para que as jovens possam refletir na crueldade cometida, principalmente, contra si mesma, ou seja, maltratando o seu próprio corpo quando coloca sua vida a mercê do aborto. A legislação ampara casos específicos, o que não podemos é generalizar as situações.
Há muita divulgação, abertura para o diálogo, distribuição de camisinhas, mas o que faz as jovens engravidarem prematuramente?
O tema ‘ABORTO’ precisa adentrar as igrejas, famílias, escolas, mas sem pudores, é preciso rasgar o véu da hipocrisia e enfrentar a realidade, conscientizar sempre os jovens quanto ao anticoncepcional, camisinha, AIDS, DST e todos os riscos que envolvem uma atitude irrefletida, inconsequente. Há muita informação e pouco comprometimento da família para com aqueles que são seus maiores tesouros. O amor, carinho, dedicação, zelo são para poucos. Os valores precisam ser resgatados dentro da família que é o espelho da sociedade. E uma sociedade que não dá conta de educar para a sexualidade e opta pela legalização do aborto é porque já não gerencia mais nada.

8 comentários :

  1. Essa é uma questão delicadíssima, Sônia.
    E tem ser exposta à discussão, sem censuras.
    Creio que devemos pensar no que é melhor para o aprimoramento e humanização da sociedade.
    Acredito que as desigualdades sociais é o que mais conta na hora de se tomar uma decisão sobre o assunto. Se ao menos o Estado garantisse educação, saúde e uma vida digna para os excluídos socialmente, já se eliminaria grande quantidade de abortos.
    Mas não são só os que estão à margem da sociedade que praticam tal ato.
    A questão é o tabu da discussão sobre sexualidade dentro das casas principalmente. Uma sociedade menos cheia desses tabus, certamente seria mais bem informada. Mas como quebrar essas barreiras num povo onde a maioria é orientada por dogmas religiosos?

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  2. "o que faz as jovens engravidarem prematuramente?"
    Sonia, essa pergunta realmente é muito importante.Acho que devemos começar um debate por aí mesmo, para podermos conscientizar os jovens e para que
    os valores possam ser resgatados dentro da família que é o espelho da sociedade.
    Tema muito complexo, mas que não pode ser ignorado, precisa mesmo ser muito discutido pela sociedade.
    Beijo
    Odila

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  3. O que precisa ser debatido em todas as esferas da sociedade é a forma de prevenir o aborto.Além do que já foi falado no texto,como camisinha, anticoncepcional, existe também a opção de ligar as trompas ou fazer vasectomia.Não importando a idade, mas sim a estrutura emocional e financeira daqueles/as pessoas com possibilidades de abortar. Se no futuro a pessoa ligada se arrepender, existe a chance de adotar uma criança. Caso ela tenha feito aborto e tenha se arrependido, não há como voltar atrás. Prefiro as consequências da ligadura de trompas e vasectomia às consequências do aborto.
    Feliz Natal e próspero ano novo
    Valaci

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  4. Obrigada, @cristiansteiner , pela visita e comentário. Você trouxe várias questões para serem discutidas, muito rico o seu comentário. Censura, desigualdade social, educação, saúde, exclusão, dogmas religiosos e muito mais. Em tudo isso o que vai deixar a família mais tranquila é a abertura para o entendimento e a viabilidade de soluções. Mas, é muito ampla a base para discussão.

    Grande abraço!

    @soniasalim

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  5. Querida, @odilagarcia , os valores precisam serem bem discutidos e assimilados por uma sociedade que passa por várias transformações dentro da família. Há muita divulgação acerca do tema gravidez na adolescência, aborto, mas não é suficiente para minimizar as ocorrências desastrosas em clínicas clandestinas, por partes de jovens inexperientes. E o envolvimento da família é extremamente importante nessa discussão, pois FAMÍLIA é uma 'âncora' na vida dos filhos. Felizes são os filhos que têm pais compreensivos e abertos ao diálogo. Felizes são os pais que dão liberdade e confiança aos filhos de sanarem as dúvidas sobre sexualidade antes que problemas maiores aconteçam.
    Obrigada pela visita e contribuição no blog Adornando a vida com relação ao tema 'aborto'.

    Grande abraço!

    @soniasalim

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  6. @Valaci , muito importante as questões que você propôs. Nós precisamos deixar de lado a máscara da hipocrisia e falar abertamente da necessidade de ligadura de trompas e vasectomia para ajudar também no planejamento familiar numa sociedade em que os mais empobrecidos têm o maior número de filhos.
    Gostei muito da sua abordagem quanto ao tema 'aborto e prevenção' no blog Adornando a vida.
    Grata pela visita.

    Abraços!

    @soniasalim

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  7. Muito boas as suas colocações, Sonia. É verdade, infelizmente ainda tememos desmascarar as hipocrisias do mundo e discutir assuntos polêmicos como o aborto, sem discrimiar ninguém, muito menos, amedrontar os jovens principalmente. Você coloca bem a questão no sentido de se refletir nas causas primárias que levam ao aborto, que é um ato violento e ao mesmo tempo tão pessoal e delicado.
    Falta levar o assunto mais a sério. Beijos, querida.

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    1. Oi, Daniella, é tão complicado o assunto do aborto porque muitos que nem estão interessados nesse problema dão opiniões nas confortáveis cadeiras de seus gabinetes. O que deve ser angustiante é sair e ver o que acontece na realidade com jovens que sem o menor critério fazem aborto. A família só vai saber depois que a jovem morre ou precisa ir ao hospital para emergências que ocasionam em gastos maiores tanto a ela mesma quanto ao Estado, que somos todos nós. Sem pensar que tudo poderia ser evitado com conversas claras, abertas e apartidárias.
      É lastimável... Enfim, que possamos dialogar abertamente.

      Grata por discutir o tema e ajudar a abrir caminhos.

      Beijos!

      Sonia Salim

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Sonia Salim