08/10/2015

A infiel





Ela sempre foi assim
levanta cedo
prepara as malas
no amargo silêncio
Sem motivos aparentes
vai embora
num simples adeus
de um bilhete
Minúsculas letras
sentimentos rasos
espaços vazios
solidão
Às vezes nos encontramos
nas alamedas da vida
Discreto aceno
tímidos olhares
lancinante dor
Oh, mulher infiel!

Sonia Salim


08/10/15 


6 comentários :

  1. Encontrei o bilhete todo rabiscado, mas estava manchado de lágrimas A mulher infiel retorna, dessa vez com um aceno de alegria , atravessando as alamedas da vida.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Odila Garcia, boa noite! É tão bom quando uma leitura nos impulsiona a repensar a história, mudar os rumos, escrever novamente. Sinto a esperança nas palavras poéticas que você escreveu. É bom quando a vida segue rumos desejados e traz felicidade. Deveria ser sempre assim.

      Obrigada, querida amiga. ;)

      Beijos! Sonia Salim

      Excluir
  2. Sonia, que beleza, a infidelidade nos espaços presentes que a ela conduz nos contratempos da vida de toda e qualquer fêmea. ARRASOU! Bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Daniella, a infidelidade, os rompimentos, a tristeza e outros temas controversos nos impulsionam a escrever.

      Obrigada, querida poeta, pela visita e comentário.

      Beijos! Sonia Salim

      Excluir
  3. Gostei muito do poema, Sônia. Beijos Andréia www.mardevariedade.com

    ResponderExcluir

Faço a moderação dos comentários, por isso ao enviar sua mensagem, aguarde pela aprovação. Comentários ANÔNIMOS ou com links NÃO serão publicados. Lembre-se de assinar!

Grata

Sonia Salim