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04/01/2013

Sol de Verão




     Hugo Feijó Fº
De longe observo as ondas acariciando a areia
Sinto uma leve brisa fresca beijando-me a face
Odores misturam-se no ar como tua farta ceia
Incrível sensação que não queria que acabasse

Pequeninos grãos de areia refletem a luz do sol
Essa luz intensa não permitirá que te escondas
Havia figuras metalizadas, brilhando como farol
E meus pensamentos indo e vindo como ondas

Largo jardim florido orlando a imensidão do mar
Bela paisagem como um quadro pintado à mão
Aumentava ainda mais minha vontade de amar
Sob calor causticante que incendiava o coração

Nuvens brancas em contraste com o azul do céu
Tudo foi idealizado com amor por nosso criador 
Feito sob medida para os teus olhos cor de mel
Um paraíso perfeito que me faz esquecer da dor

Num banco de concreto mato minhas saudades
De um passado não muito distante que conheci
Bons tempos aqueles longe de tristes realidades
As pessoas à minha volta nem sonham que vivi


23/10/2012

Voos Suaves


         Sonia Salim

Oh, alma prisioneira, liberte-se!
Trafegue pelas vias da poesia
Siga a rota das aves migratórias
Pegue carona nas asas do vento
Os raios de sol serão o teu alento
Rompendo as cadeias do medo
Sempre terás como guia a alegria
Como o frescor da madrugada
Algo inusitado será inaugurado
No autor do sorriso iluminado


A inspiração surgiu na leitura do poema Prisioneiro, de Amilcar Bernardi
               


23/09/2012

SOB O SOL


Nas árvores os pássaros cantam

é hora de caminhar

O sol aguarda-me imponente

Ansiosa sairei ao seu encontro

Um diálogo particular...

Ostensivamente ele pode reinar

E o meu existir ignorar

Sofrida e cruel desilusão

de quem precisa dele para viver

aquecer o  amanhecer

E fazer a vida acontecer

Sendo eu fraco vento ao léu

Que posso dizer ao sol do céu?

Eu sou andarilho, na vida sozinho.

Eu sou solitário passarinho

Querendo o sol, ao céu voar!

Ponho-me então a caminhar

Sempre solitário de alma doente...

Sonho dores quando o sol poente

Abandona-me à triste sorte!

Para onde vou sem ti, se és meu 
norte?


Amilcar Bernardi 
                                  e 
                                                           Sonia Salim
  
Imagem de internet

11/03/2011

Sol


Sol abrasador  
                         enquanto lua dormia  
                                                             reinava tranquilo. 
                                                                                              @soniasalim 

11/10/2010

Opostos










Dessa vez foi demais!
Ultrapassaram limites
Noite inteira acordada
Num encontro com o poeta
Em plena madrugada
E o sol nasceu
Amanheceu, testemunhou
E o sono aborrecido
Chegou para levar o corpo
A descansar por momentos
Mas, queria apagar o sol
E a claridade teimou
A ficar embalando seu sono
Doce lua, companheira
De sol poeta
Precisas descansar
Retomar forças
Revigorar ânimos
As madrugadas são lentas
Sombrias, sonâmbulas
Frias
Não podem acompanhar
Esse duvidoso encontro
O sol é forte, cheio de energia
Imponente
Nos descuidos torna-se perigoso
Implacável
Ele proporciona vida
Quando presente a sensatez
Fora dela queima, torra
Mata, assola, finaliza
Mas, quem poderá viver sem o sol?
Só aquele a que foram destinados
E surge a lua
Encantadora e meiga
Companheira fiel
Dos sonhos escondidos no coração
Sublime, doce, serena
Calma e sonhadora menina
O que você quer com o sol?
Que afinidades têm?
Deixe de manha!
Vocês são opostos
Chore
Mas não poderá encontrá-lo
Nas madrugadas