Descobri
num canto do mato
Uma
flor muito resistente
Castigada
por intempéries
Mas
forte e sobrevivente
O
sol é quente e resseca
O
vento desloca em balanço
Mas
sempre chega a noite
Que
se recupera em descanso
E
conversando com os vaga-lumes
Faz-se
importante nos campos
Todas
as mariposas a sobrevoam
Seguidas
pelos pirilampos
E
aos primeiros raios de sol
Ela
está lá, forte para viver
Reagindo
ao ciclo destruidor
Que
os dias trazem pra valer
E
novamente chega a calma noite
Que
trás o luar brilho de prata
E
de volta os insetos pra conversar
Em
zumbidos ritmados como sonata
E
assim vai resistindo a flor
No
canto do mato em que ela é
A
única que reage com o luar
Fincada
na margem do Muriaé...