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Os amantes – 1928 René Magritte
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Sonia Salim
Dentro
dele tem um mundo multicolorido
Sorrisos,
lampejos, adereços e sabores
Aqui
fora paira uma nuvem cinzenta
Impulsionando
a imaginação
Por
que chora o poeta?
Eu
sei de seu avesso
Travesso
Por
que parece ter assim um coração triste?
Mas
no seu interior um amor persiste
Deixa
sutileza vazar nos olhares
Ares
que exalam dúvidas
Por
que o poeta falseia?
O
interior sombreia
Pranteia
Temos
as impressões das mais variadas
Muitas
indagações surpreendentes
Por
que fazer tantos rodeios?
Conter
os nossos anseios
Causar-nos
ausências
Divergências
Como
será o interior da vida desse poeta?
Ele
quer parecer intenso e sensato
Embora
conheçamos outro fato
Quer
induzir-nos com tato
Crença
impossível
A
mim, nunca!
Insensato

