Autor: Hugo Feijó Fº
Esta história de amor
não é nenhum conto de fadas
Não tem príncipe ou princesa, nem se passa num
castelo
Traz à tona fatos e manifesta situações inusitadas
Nesse turbilhão de paixão a corrente quebrou seu
elo
Nem tudo são flores, fosse assim, a vida perderia
a graça
Nossos destinos nem sempre são da melhor forma
traçados
Imperfeições de uma vida sentimental, causam
desgraça
Tendo-se amor sólido como base, sonhos serão
alcançados
Apesar das agruras, não se pode congelar o tempo
Não adianta nada se esconder nos bastidores
Tampouco se consegue viver ao relento
Agora, só me resta conviver com as minhas dores
É momento de renovar, inovar, ousar, inventar
Nessa hora a criatividade exerce papel relevante
Uma declaração apaixonada dita sem pensar
Corta como navalha, revela-se assaz dilacerante
Como toda mulher ideal tem lá seus encantos
Cada qual torna-se responsável pelos seus atos
Não sei esconder sentimentos, choro pelos cantos
De peito aberto passo a revelar todos os fatos
Sempre podemos ir mais longe do que o pensado
Atitudes impensadas, dão um toque de rebeldia no ar
Não se chega a lugar nenhum sem antes ter tentado
Aprendi que na vida, nem sempre podemos ganhar
Sonhador que sou, sempre acredito na virada
Quando promessas de amor eterno são tolices
Prepara-se estratégias para dar uma guinada
Chega de amor brega que só destila mesmices
Agora sei o porquê de tudo acabar desse jeito
Na relação de amizade, uma forma de desabafar
Resiliente, meu modo de amar precisa ser refeito
Revolveu todo meu íntimo, agora não quer calar
Desleixado, barba por fazer, cabelos desalinhados
E a vida me ensinando a viver a cada despertar
No cotidiano, meus dias seguem sempre agitados
Então me atenho aos passos que pretendo dar
Relação tempestuosa, grande impacto causado
Sem me dar conta sempre acabo me envolvendo
Infelizmente, não se pode adivinhar o resultado
E nessa odisséia, ninguém quer sair perdendo
É chegada a hora de fazer as malas e partir
Toda despedida tem um sabor esquisito
Finco os pés na estrada, sem saber aonde ir
No final, fica sempre o dito pelo não dito
Na bagagem apenas recordações do passado
Sonhos desfeitos, um caso de amor mal resolvido
Bom seria poder viver para sempre ao seu lado
Tento seguir em frente, mas nada mais faz sentido
Desculpe, mas não sei ser feliz pela metade
Coração dilacerado, reluto com a minha dor
Difícil mesmo vai ser suportar tamanha saudade
De uma ácida e destemperada relação de amor
Mesmo num caminho com desvios e tão tortuoso
Revela-se o disputado jogo da sedução e da
conquista
Sei que o que é para valer não pode ser duvidoso
Com o perigo sempre à espreita, tento seguir à
risca