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17/09/2014

Cenas







Nós somos violentados por palavras
a cada instante
E por que não nos desintegramos?
Por que nos mantemos de pé?
Talvez por sermos muitos em nós
O eu da força
O eu do amor
O eu do abandono
O eu que “nem te ligo”

Sou aquele que me vejo multifacetado
E por isso permaneço vivo
A cada problema que surge
um dos personagens põe-se a resolvê-lo
Razões da liberdade
Não clausura do tempo
Permissão de sair de cena
Quando o outro chega
Eu de fora a descansar

Quando chega o forte, sai o fraco
O romântico cede a cena ao bruto
Quando se fizer necessário
O eu das variedades
O homem a mulher
Até o fim, a brincar de esconder
Quando um sai o outro tende a aparecer
No girar da vida
 A ludibriar você