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23/03/2015

Cidadania ativista - Paulo Baía



A população brasileira está a cada dia mais crítica e consciente de seu protagonismo na cidadania de um Estado Democrático de Direito. A classe política já entendeu o recado das ruas, ciberespaços e habitações, o difícil está sendo responder com agilidade o que a cidadania exige.
O governo e sua base de sustentação estão desarticulados e sem direção. As oposições, sem palavras e projetos, reverberam como ecos os ruídos do momento público brasileiro, sem dar-lhes respostas adequadas.
Nesse contexto, vamos tecendo uma crise política que pode chegar a ser institucional, se não incorporada como uma crise criativa e profunda da responsabilidade institucional.
Embora creia estarmos distantes de uma crise de Estado, não podemos negar que vivemos uma acentuada e marcante crise de governo.
A cidadania quer respostas e ações para as suas palavras e pautas, não quer ouvir ecos de seus próprios rumores vindos das oposições e do governo.
Em seu protagonismo, a cidadania ativista quer ser bem representada pelos três poderes da República, que tem sua legitimidade em cheque pelo clamor vindo das ruas, avenidas virtuais e dos lares, agora com uma pauta focada e não mais difusa como em 2013.

Paulo Baía. 
23/03/2015





19/07/2013

É TEMPO DE REINVENÇÕES E INVENÇÕES DO EU - Paulo Baía


Paulo Baía - Sociólogo e Cientista Político.


É tempo de ouvir e olhar com generosidades os outros e as ruas. É tempo de saber nuançar e descriminar bem os detalhes na multidão. É tempo de desconstruir e refazer nosso escutar e nosso olhar. Se assim o fizermos, teremos oportunidades tênue de compreender; o que as ruas e os outros, estão a nos dizer aos gritos.Teremos chaves de entendimentos, para decifrarmos os silêncios das massas urbanas. Teremos a oportunidade rara de perceber o que seres desejantes desejam. Se assim não o fizermos, nada compreenderemos do que se passa a frente de nossos olhares. Com conceitos antigos, velhos olhares, e antepassadas maneiras de ouvir, nada entenderemos. Os tempos são de desencaixes e reencaixes acelerados. Muito acelerados. O que é novo agora torna-se antigo em 5(cinco) minutos. É o ciberativismo do mundo da vida no tempo presente. É tempo de múltiplas novidades. É tempo de gestações e partos instantâneos de atitudes e comportamentos. As tecnologias, o conhecimento horizontalizado, circular e universalizante das ciências, reinventam o tempo presente real e imaginário em milésimos de segundos a cada instante. É tempo de nos reinventarmos de maneira ampla, flexível e mundializada da mesma forma. O tempo é de alteridades permanentes e recicláveis. Não é tempo de absolutos. Não é tempo de eu sei. É tempo de eu quero saber. Não é tempo de certezas duradoras. É tempo de dúvidas permanentes. O tempo é de reinvenções perenes e continuadas. O tempo nos exige transmutações rápidas e sinceras. O tempo está a exigir de nós: ouvir, ouvir, ouvir, ouvir,......... O tempo está a exigir de nós só saber depois de sentir. É tempo de alteridades radicalizadas.


Autor: Paulo Baía  18/07/2013


                                         Paulo Baía é Sociólogo, Cientista Político, Professor da UFRJ e Poeta.

O ensaio ampliado e revisado pelo autor pode ser lido no site ElfiKürten Fenske sob o título É tempo de alteridades radicalizadas… 


20/01/2013

Um Construtor de Pontes


Um Construtor de Pontes!” - poema do Sociólogo, Cientista Político, Professor da UFRJ e Poeta,  Paulo Baía, escrito no dia 05/12/67 e reescrito às 03h40 do dia 14/01/13, no Rio de Janeiro.



                                                                 Paulo Baía 

Um construtor de pontes!

A imaginação,
a intuição
e a coragem;
tornam-se cada vez mais necessárias e/ou úteis.
As sociabilidades se volatilizaram.
Como não sei fazer chover encantos relacionais no humano.
Dedico-me a desenhar,
projetar,
construir Portas de Saída e Entradas.
Vias para Desencaixes e Reencaixes.
Desde olhos vazios,
opacos pelas invisibilidades.
Passando por olhares grávidos de esperanças.
Estou sempre a reinventar o viver.
O meu e o de outros.
faço picadas,
trilhas;
em matagais pantanosos de nublados plúmbeos.
Assim sou.
Um construtor de pontes!
       
         Paulo Baía